Natal: Hora de Agradecer ao Menino Deus por sua presença no meio de nós!

2020-12-20
Espiritualidade

Estamos iniciando a semana do Natal e este é o melhor momento para nos perguntarmos:

O que é o Natal para nós?

Em nossas peregrinações à Terra Santa, quando visitamos Nazaré, podemos vivenciar a história que nos conta que José, noivo de Maria, ainda antes de conviverem, constatou estar ela grávida. Para José, que mal podia crer no que via, foi um impasse terrível. Concluindo que tudo estava terminado, pensou em desaparecer e teria sumido se não fossem as palavras do Anjo:

José, não tenhas receio de receber Maria…; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de JESUS, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados.

É em Nazaré que vivemos o primeiro grande ensinamento do Natal, pois José, do fundo da maior desilusão de sua vida, desperta iluminado para um novo dia, uma nova realidade, difíceis de entender, não fosse a nova luz a lembrar-lhe as palavras do profeta:

Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus conosco.

Encorajado por essa percepção, retorna a Maria, decidido a pedir perdão, até mil vezes se fosse necessário. A figura santa da Virgem, contudo, o emudeceu. Não havia outro caminho senão aceitar o que seu doce sorriso afirmava: Sim, é verdade! E José, quase delirando, se põe a repetir: Então, Ele, o Messias, vai estar aqui, entre nós, vai morar com a gente? E Maria novamente concorda: Sim… Ele mora aqui com a gente! Impossível imaginar momentos de tanto prazer e tão intensa alegria.

Em Belém, quando, juntamente com nossos peregrinos, ficamos extasiados diante da simplicidade da gruta que o Filho de Deus escolheu para sua primeira morada na terra. Ficamos sem palavras diante daquela Mãe que olha como que atônita o milagroso fruto de seu ventre virginal; que afaga levemente o pequenino, como só uma mãe consegue fazê-lo: o rosto celestial, os olhos ligeiramente velados de lágrimas, de tanta comoção e alegria. Ficamos admirados ao ver a seu lado, São José, de pé, protegendo zelosamente os “seus” tesouros.

Em todas as nossas viagens à Belém, como membros da grande Família SanPioTur vivemos de fato o Natal, pois o Natal é por excelência a festa da família, da qual todos nos sentimos chamados a fazer parte, unidos à pequena família do presépio, composta por Jesus, Maria e José.

São Padre Pio, o Pai Espiritual de nossa obra, escreveu:

Quais e quantos são, ó cristãos, os ensinamentos que partem da gruta de Belém!” E acrescentava: “mas para acolhê-los devemos pedir a esta divina criança que nos revista de humildade, pois somente com esta virtude podemos saborear este mistério tão cheio de ternuras divinas.

Em sua biografia encontramos que Padre Pio ficava em êxtase diante da gruta do presépio, diante da Sagrada Família. Aguardava a festa do Natal com a impaciência e a alegria incontida de uma criança. Acariciava com o olhar cintilante de emoção o divino bebê, deitado na manjedoura. Depois olhava para a Virgem Mãe, como a lhe sussurrar:

Obrigado, Mãe, por este maravilhoso presente que nos trouxeste – o teu divino Filho.

E para São José um sorriso, como para suavizar as cruzes que incluía sua grandiosíssima tarefa de cuidar e defender a esposa e o seu Pequeno.

Foi certamente na escola do presépio que nasceu e se intensificou a preocupação de Padre Pio com a família, que via como prolongamento da Sagrada Família.

Com que prazer abençoava os casais que iam pedir-lhe uma bênção para o seu amor. Com que insistência os advertia sobre a importância da educação religiosa e moral dos filhos, a exemplo de Nossa Senhora e São José; e aos jovens, o dever da obediência aos pais, a prática da pureza e a rejeição da moda indecorosa, todas lições aprendidas na escola do presépio.

Este é o mistério do Natal! Alegria e prazer que se apoderam sempre de novo dos corações e nos fazem repetir com os Anjos:

Gloria in excelsis Deo (Glória a Deus nas alturas) e paz na terra aos homens de boa vontade!