Nossa Senhora de Guadalupe: “Mãe e Evangelizadora da América”

2020-12-13
Espiritualidade

Nesta postagem queremos dividir um pouco da história de um dos locais de nossas peregrinações onde vemos e vivenciamos um dos mais belos exemplos de fé e espiritualidade em nossa igreja, algo que não se pode explicar simplesmente por argumentos meramente humanos. O manto de Nossa Senhora de Guadalupe.

A Santíssima Virgem de Guadalupe está ligada de modo especial ao nascimento da Igreja na história dos povos da América que através dela chegaram a encontrar a Cristo. A aparição da Santíssima Virgem ao índio Juan Diego, hoje San Juan Diego, na colina do Tepeyac teve uma repercussão decisiva na evangelização. A América reconheceu no rosto mestiço da Virgem de Guadalupe o grande exemplo de evangelização, não somente no Centro e no Sul, mas também no norte do continente a Virgem de Guadalupe é venerada como Rainha de toda a América.

O Papa Pio X proclamou Nossa Senhora de Guadalupe “Padroeira de toda a América Latina”; Pio XI de “Padroeira de todas as Américas”; em 1945 o Papa Pio XII a proclama “Imperatriz de toda a América”, João XXIII “Missionária Celeste do novo mundo” e “Mães das Américas”; finalmente João Paulo II pediu que seja celebrado no dia 12 de dezembro, em todo continente americano, a Virgem de Guadalupe, “Mãe e Evangelizadora da América“! Não são várias Américas, mas uma só América sob o manto de Nossa Senhora de Guadalupe.

A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe possui qualidades que são impossíveis de replicar humanamente e por este motivo intrigam a ciência, pois depois de quase 500 anos, ainda não se pode encontrar explicação certa para estes fatos, constituindo se em um dos mistérios mais surpreendentes de todos os tempos. Um mistério que representa um dos maiores pontos de união entre todos nós católicos.

Vejamos alguns fatos:

  • O manto onde está estampado a imagem de Maria, que vestia Juan Diego, é conhecido no México como tilma, feito de tecido grosseiro, e que deveria ter-se desfeito há muito tempo.
  • No século XVIII, algumas pessoas decidiram reproduzir uma cópia fiel da imagem. Teceram-na em uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Entretanto, apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 489 anos e, se levássemos em conta a o tempo, nada deveria restar dele, no entanto permanece intacto.
  • Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn (prêmio Nobel de Química em 1938) que analisasse três fibras do manto para descobrir qual o material utilizado na pintura sendo constatado, para surpresa geral, que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos elementos atômicos conhecidos. O Dr. Kuhn não era católico, mas judeu, o que exclui o parti-pris religioso.
  • Em 1979, especialistas da NASA juntamente com biofísicos da Universidade da Flórida analisaram a imagem quando tiraram mais de 40 imagens em infravermelho e constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Verificaram também que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
  • Os olhos de Nossa Senhora estampados na imagem provavelmente é o que mais intriga os estudiosos pois em 1929 descobriu se uma figura uma figura minúscula no olho direito e desde então não cessam de aparecer as surpresas. Os olhos da imagem são muito pequenos e as pupilas deles, naturalmente são ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras.

José Aste Tonsmann, da Universidade de Cornell e especialista no processamento digital de imagens coordenou uma equipe de especialistas que durante 20 anos analisaram a imagem e descobriram que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Este fenômeno só é possível em olhos de pessoas vivas. Em suas conclusões são citados três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

  1. Porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
  2. Não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. A imagem da Virgem não está pintada e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
  3. As treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Dois eventos ameaçaram o manto através dos séculos. Um deles ocorreu em 1785 e o outro em 1921.

Em 1785 um trabalhador estava limpando o recobrimento de vidro quando acidentalmente derramou solvente de ácido nítrico sobre uma grande parte da imagem. A imagem e o resto do manto deveriam ser instantaneamente corroído pelo ácido, mas não foi assim. A imagem “auto restaurou-se” após 30 dias, e permanece intacta até o dia de hoje, com apenas pequenas manchas e em lugares onde a imagem não está plasmada.

Em 1921, um ativista anticlerical escondeu 29 cargas de dinamite em um vaso de rosas e o pôs diante da imagem dentro da Basílica de Guadalupe.

Quando a bomba explodiu, quase tudo, desde o piso até o genuflexório de mármore voou pelos ares. A destruição alcançou inclusive a janelas a 150 metros de distância e os candelabros de metal que estavam ao lado da Virgem ficaram retorcidos pela força do impacto.

Entretanto a imagem e o vidro a seu redor, que não era a prova de bala, permaneceram totalmente intactos. Um pesado crucifixo de bronze, que terminou completamente dobrado para trás, evidencia a força das dinamites que deveriam ter estilhaçado o vidro e repartido o manto por completo.

O Santuário de Guadalupe é o local mais visitado do mundo cristão, com cerca de 20 milhões de visitantes por ano, sendo que a basílica atual foi inaugurada em 1976 e ali se conserva a Tilma de São Juan Diego, onde está plasmada a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. O complexo de igrejas é conhecido como “A Vila” em razão das diversas capelas, como a seguir: Capela de São Juan Diego, Capela do Cerrito, Convento e Templo das Capuchinhas, Capela do Pocito, entre outras. Também há uma imagem da Virgem do Guadalupe em braile.

Assista ao vídeo de homenagem da SanPioTur à nossa Mãe.