Santuário de Nossa Senhora de La Salette

Hoje queremos dividir com vocês um pouco sobre a história de um dos lugares que visitamos com nossos peregrinos em nossos roteiro pelos Santuários Marianos Europeus, como o que teremos no próximo mês de outubro, no qual Nossa Senhora deixou uma mensagem que diz muito da realidade que vivemos neste nosso tempo, o Santuário de Nossa Senhora de La Salette.

No caminho para o santuário, aos deixarmos a auto pista e iniciarmos a subida de 1800 m pelos Alpes franceses até o santuário, passamos por duas pequenas aldeias que nos mostram, ainda hoje a simplicidade do lugar em que nossa Mãe escolheu para nos trazer sua mensagem.

A primeira, La Salette-Fallavaux, é uma pequena aldeia, na diocese de Grenoble (França), que ao centro contém uma pacata igreja, rodeada por um pequeno número de casas, a população total da aldeia gira em torno dos 100 moradores. Um pouco acima na montanha há outra aldeia, menor que a anterior. Seu nome é Les Ablandens. Panorama austero, porém, de uma beleza grandiosa. Desde há muito tempo, os habitantes da região levam seus rebanhos para pastar nas partes mais altas dos Alpes e para isto contratam as crianças e adolescentes para vigiar os animais.

Seguindo este costume, Melânie Calvat, de 14 anos, e Maximino Giraud, de 11, subiram o morro de La Salette, conhecido como Sous-les-Baises, no dia 19 de setembro de 1846 levando as vacas de seus vizinhos para pastarem.

Ao meio-dia, após ouvirem o sino da igreja da aldeia tocar a hora do Ângelus, comem o seu almoço que se resume a um pão e um pedaço de queijo. Contrariamente a seu costume, as duas crianças se estendem sobre a relva… e adormecem. O clima sob o sol de final de verão, é agradável. Nem uma nuvem no céu, os pequenos pastores acordam e rapidamente vão ver seu rebanho. A meio caminho se detêm imóveis, junto à pequena fonte, sobre um dos assentos de pedra…um globo de fogo. O clarão se mexe, se agita, gira sobre si mesmo. Às duas crianças faltam palavras para externar a impressão de vida que irradia desse globo de fogo. Uma mulher ali aparece, assentada, a cabeça entre as mãos, os cotovelos sobre os joelhos, numa atitude de profunda tristeza. Uma Senhora coroada de flores, chorando com o rosto nas mãos.

As crianças se aproximaram, não tinham ideia do que ouviriam. Com certeza muito do que Nossa Senhora revelou nunca tinha passado pelas suas infantis inteligências, até aquele momento, e este foi um dos principais argumentos que Padre Félix Repelin, professor de retórica no seminário menor de Embrun, ao defender a veracidade da aparição, afirmou:

Só Deus pode dar tal linguagem às crianças.

Imediatamente, após a aparição, liderado pelo cônego Rousselot, vigário geral honorário da diocese de Grenoble, indicado pelo bispo diocesano, iniciou-se um processo de análise da veracidade, sendo que somente nos dois primeiros meses depois da aparição, já somavam mais de duzentos os eclesiásticos que tinham interrogado os videntes. Após cinco anos de estudos por teólogos, a aparição da Virgem Maria às duas crianças foi oficialmente reconhecida pela igreja em 1851.

No dia 1º de maio de 1852, é anunciado a a criação de um grupo de missionários diocesanos com o nome de “Missionários de Nossa Senhora da Salette” e a construção de um santuário no coração da montanha, a 1800 metros de altitude, nos Alpes franceses. O santuário e a hospedaria foram confiados, pela Diocese de Grenoble, à Associação dos Peregrinos de La Salette que até hoje é responsável e está sempre disposta a receber os peregrinos com enorme carinho de forma a propiciar a estes, uma experiência espiritual inesquecível, “Pertinho do Céu”, no alto do monte, um verdadeiro lugar de paz, ideal para quem busca um tempo para encontrar-se com Deus e consigo mesmo.

As principais mensagens deixadas por Maria aos dois videntes:

Ao povo cristão:

“Se meu povo não quer se submeter, sou forçada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão forte e pesada que não posso mais retê-la. Há quanto tempo sofro por vocês! Se quero que meu Filho não os abandone, sou obrigada a suplicá-lo incessantemente. E vocês nem se importam com isso. Por mais que rezem, por mais que façam, jamais poderão recompensar a aflição que tenho sofrido por vocês”.

Às almas consagradas a Deus:

“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se fossas de impureza…”

Finalmente é importante destacar a mensagem que Nossa Senhora nos traz, no Crucifixo que ela usava na aparição.

Junto ao Cristo crucificado, de um lado há um martelo e do outro um alicate.

O martelo simboliza o pecador cravando Jesus na cruz pelos seus pecados e o alicate representa todos nós tentando remover os pregos da cruz pelas nossas vidas virtuosas e pela fidelidade a Jesus.